O correto despertar

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Existe um momento de percepção muito curto, um instante em que notamos estar acordando e em que recapitulamos os acontecimentos da noite. É nesse momento que precisamos ter cuidado para não permitir a entrada de preocupações nem do programa para o novo dia. Procuremos nesse instante ficar imóveis e sem pensamento algum. Conseguido o silêncio, perceberemos o acordar do corpo e tomaremos cuidado para não movê-lo, principalmente a cabeça. Um simples movimento da cabeça pode alterar todo o quadro do sonho.

Se algum sonho tiver de vir à memória, poderá vir nesse momento especial; se nos lembrarmos de apenas um trecho, basta tê-lo presente para que os outros surjam aos poucos. Há casos em que, depois do acordar tranquilo, o sonho vem à memória de uma vez e não é necessário recapitulá-lo. Ainda assim devemos continuar quietos, com todos os cuidados previstos. Quando o sonho tiver vindo à lembrança, nós o anotaremos antes de passar à recordação de outro que possa ter ocorrido na mesma noite.

Após uma noite criativa, estaremos transformados, principalmente se o sono profundo for proveitoso. Há quem tenha ótimas ideias ao despertar. Para estes recomenda-se que antes de adormecer vejam com clareza o assunto a ser resolvido e entreguem-no à supraconsciência. Enviando-o para o mais profundo do ser e não pensando mais nele, a solução poderá imprimir-se no cérebro físico no momento do despertar.

Caso o sono seja interrompido pelo movimento de alguém próximo ou por um despertador, a consciência tem de voltar subitamente para dentro do corpo, o que pode eliminar a possibilidade de a pessoa lembrar-se do que se passou durante o sono. Os que usam despertador ignoram que o corpo físico tem consciência própria. Como está sempre ativa, basta pedir-lhe que desperte o corpo físico em determinado horário, e ela atenderá.

Ainda que adotemos todas essas atitudes positivas, convém lembrar que o desenrolar dos acontecimentos nos níveis internos durante o sono do corpo físico escapa ao nosso controle – a não ser no caso do sonho comum, normal, produzido por desejo, sonho esse que pode até ser dirigido, se estivermos bem treinados.

Adaptado do livro “Nossa Vida nos Sonhos” – Trigueirinho
Editora Pensamento
Págs. 37 a 40

2017-09-14T17:24:06+00:00